Por muito tempo, a segurança de TI foi encarada como uma preocupação fácil de
ser resolvida. Afinal, basta colocar sistemas de bloqueio perimetral e as
informações estavam seguras dentro de casa, não é verdade? Isto significava que
bastava bloquear o acesso e nada iria vazar. Mas o mundo hoje é 2.0. As pessoas
e empresas passaram a valorizar a interação, a agilidade do tempo real e a
mobilidade. E o que fazer com sites de relacionamento, blogs, webmails,
gravadores de CD, ou mesmo pen drives. E como fica a mobilidade dos
colaboradores?
Chegar a um ponto de equilíbrio é uma das tarefas mais difíceis do CIO. E
ainda, ele tem que acompanhar o ritmo com que a tecnologia evolui, muda e se
atualiza.
Existem inúmeras novas ofertas em segurança. Por isso, vejo no curto e médio
prazo um grande aumento da procura por serviços de consultoria.
A busca por
especialistas que poderão avaliar e indicar as melhores soluções para cada
realidade, porque há um mar de opções que são uma verdadeira sopa de letrinhas:
SGSI, DLP, GRC, Cloud Computing, Serviços Gerenciados, SOC, entre outros.
A mais famosa, que tem inundado os noticiários, é cloud computing ou
computação em nuvem. Trata-se de uma tecnologia que permite que por meio da
internet os consumidores não precisam se preocupar com aquisição de equipamentos
de alta performance e tampouco necessitam comprar licenças de software. Mas se
os arquivos e aplicativos ficam na “nuvem” como garantir que as informações não
serão extraviadas?
O cloud computing possui características únicas que exigem análise
dos riscos, recuperação e privacidade, compliance e auditoria de dados. Para
garantir ainda mais a tranqüilidade, os clientes devem saber muito bem que tipo
de informação pode ser utilizada nesta tecnologia, em quem confiar como provedor
deste serviço e quando é o momento certo de colocar dados na nuvem para
resguardar sua segurança.
Outras ferramentas, ainda não tão famosas, devem ganhar cada vez mais
destaque e irão impactar na gestão e no orçamento das companhias no próximo ano.
Conheça um pouco mais sobre elas:
- SGSI ou Sistema de Gestão de Segurança da Informação: é o
resultado de um conjunto de processos, diretrizes, políticas, procedimentos e
outras medidas administrativas. Envolve a análise de riscos para a segurança da
informação e identifica os pontos fracos e as falhas nos sistemas que deverão
ser corrigidos, detectando e respondendo à incidentes de segurança e
procedimentos para auditorias.
- DLP ou Data Loss Prevention: é um componente
essencial na estratégia de segurança de todas as companhias. Este sistema é
projetado para detectar e prevenir a utilização não autorizada e a transmissão
de informações confidenciais. Ele identifica, monitora e protege os dados em
uso, em movimento e em repouso por meio de inspeção de conteúdo. Sem a
necessidade de um bloqueio indiscriminado de um tipo específico de arquivo.
- GRC ou Governança, Risco e Conformidade: gerir de forma
unificada as vulnerabilidades e analisar a aderência aos regulamentos, políticas
e normas – como SOX, ISO, Basiléia, PCI DSS, entre outras -, gera métricas e
informações detalhadas dos processos de negócio, operações, frameworks e
metodologias.
- SOC ou Centro de Operações de Segurança: tem a missão de
administrar a análise de riscos por meio de recursos combinados como equipe de
profissionais, hardware dedicado e software especializado, antecipando as
ameaças e protegendo os clientes das suspeitas de ataques. O SOC consiste em
monitorar a atividade de firewall, IDS – Intrusion Detection System –,
antivírus, vulnerabilidades individuais e serviços de gestão de logs. Além
disso, orienta os usuários a atenderem as principais regulamentações de
segurança em vigor.
- Serviços gerenciados: possibilitam a definição de
processos de relacionamento com terceiros e o gerenciamento das expectativas de
entrega com métricas claras. Com isso, as equipes de TI são reduzidas e o
serviço protege as informações vitais da empresa. Além disso, monitora e
gerencia a rede mantendo o ambiente com níveis elevados de segurança,
identificando e corrigindo vulnerabilidades.
Com todas essas novidades, o movimento de compra e venda de empresas da área
de segurança vai continuar em 2010, segundo dados do Gartner. A consultoria
estima que o mercado em 2010 ultrapasse a casa dos US$ 16 bilhões. Em
compensação, neste ano, a receita mundial deverá ficar em US$ 14,5 bilhões, um
aumento de 8% em relação a 2008.
Segurança da informação está deixando de ser um custo para se tornar um gasto
consciente. Isto significa que mais e mais empresas percebem sua importância
para a continuidade do negócio e estabelecem comitês cujos representantes
respondam por diferentes áreas de uma organização, já que os riscos são
iminentes a todos. Talvez, ainda haja um árduo caminho para que segurança seja
encarado como investimento, mas já estamos dando os primeiros passos neste
sentido.
Pedro Goyn, presidente da True Access Consulting, empresa do
Grupo TBA presidido por Cristina Boner.
Fonte:
Patricia Bartuira
Agência Ideal – Comunicação sob medida
Fonte: http://www.tinews.com.br/news/2009/12/07/seguranca-em-2010/
9 de dezembro de 2009
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